As aves sempre despertaram grandes interesses nos seres humanos por terem beleza em suas cores e cantos. No Brasil muitos animais são negociados em feiras livres,as vezes comercializados para outros municípios e ate mesmo outros países. Estudos realizados sobre o tráfico de animais silvestres em todo o Brasil revelam que as aves representam o grupo mais comercializado de todos os animais.

Dentre os impactos mais significativos gerados pelo trafico de aves destaca-se a redução de determinadas populações, visto que a captura excessiva é a segunda principal causa da redução populacional das espécies.

O Brasil representa uma das nações que mais perde suas riquezas naturais para os países desenvolvidos. Alguns fatores impossibilitam a total eficiência das ações de combate ao tráfico, como as dificuldades operacionais associadas a nossa vasta extensão territorial .

As pessoas que possuem animais silvestres em casa contribuem para uma série de problemas. Os animais retirados da natureza perdem a habilidade de caçar seu próprio alimento, de se defenderem de predadores ou de se protegerem de condições adversas. Além disso,um animal preso é privado do processo reprodutivo, ficando incapacitado de gerar descendentes, aumentando o risco de extinção de sua espécie.

Mas por que existe o tráfico de aves ? Porque há quem compre, e quem se interessa e comprar esses bichos. O trafico é alimentado pelo cidadão comum que, de forma irresponsável ,cruel e egoísta condena animais livres à prisão perpétua, apenas para seu agrado. No entanto, é preciso saber que existem leis que protegem toda a biodiversidade brasileira e punem quem a desrespeita.

A posse ilegal de animais silvestres é, portanto,considerada crime ambientai, estando o infrator sujeito a multas e outras penalizações. O ideal é que a sociedade tenha uma mudança de comportamento em relação as aves e a toda a fauna silvestre, preferindo que vivam livres, em seus ambientes originais, e denunciando a comercialização ilegal. Pessoas que queiram adquirir animais da fauna brasileira como pets,devem agir com responsabilidade e procurar os criadores comerciais que vendem animais nascidos em cativeiro e legalizados,conforme estabelecem as leis do nosso país. Para aqueles que tem em casa animais de origem ilegal e que por algum motivo queiram se desfazer dele, a atitude correta é ir a uma sede do Ibama e fazer a entrega voluntária sem o risco de sofrer qualquer penalidade. Nunca se deve soltar esses animais novamente na natureza, pois mesmo libertos em locais propícios, dificilmente sobreviverão, além de poderem levar doenças para os demais animais silvestres .

Apesar das leis e empenho de todos aqueles que se preocupam com os efeitos prejudiciais provocado pelo tráfico de animais,é certo que o patrimônio faunístico brasileiro como os demais de outras partes do mundo permanece sob violenta pressão que poderá ocasionar,em curtíssimo prazo de tempo,o enriquecimento de alguns poucos e o desaparecimento definitivo na natureza de valiosas espécies. Se permanecer esse quadro,em breve só o registro visual restará para indicar a passagem histórica de uma determinada espécie na natureza.

Partindo desse ponto buscamos soluções para tentar diminuir o tráfico desses animais. Sempre atuando em duas grandes frentes, enfrentando o traficante e procurando diminuir o desejo das pessoas pelas aves nas gaiolas.

Para combater os traficantes a primeira ideia é a de treinar cães farejadores para encontrar aves nos aeroportos, principal ponto de saída de animais traficados do país. Ainda contra os traficantes, construímos um protótipo de sensor de CO2 que poderá encontrar aves transportadas dentro de malas, pela diferença de concentração do gás presente dentro e fora da mala.

A saída para evitar que as pessoas queiram aves em cativeiro é educacional, assim procuramos mostrar para as pessoas que as aves podem ser vistas soltas mesmo nas grandes cidades, tornando o cativeiro algo sem sentido e sofrido para os animais. Fizemos isso de algumas formas.

A primeira foi com um concurso de fotos de aves urbanas, que serviu para mostrar para as pessoas que as aves realmente podem ser vistas soltas e uma variedade bastante interessante de aves.

Tendo essa variedade, o próximo passo foi ensinar as pessoas a observar estas aves nas cidades, por isso, num primeiro momento organizamos cursos de observação de aves e depois de conversas com a prefeitura de São Paulo (DEPAVE) passamos a apoiar e participar de eventos de Observação de Aves  chamados passarinhadas organizados pelo DEPAVE e pela SAVE.

Com isso elaboramos um aplicativo que ensina a observar aves e pode ser utilizado nestes eventos, pois traz as listas das espécies de locais onde podem ser observadas aves (e ocorrem as passarinhadas), em breve mais localidades farão parte do nosso aplicativo.

Com isso pronto, desencadeamos a campanha Você Curte Ser Livre? Que busca discutir o problema do tráfico de aves. O que você pensa sobre o assunto? Nos envie sua opinião.