A temporada Animal Allies 2016/2017, está voltada a uma ajuda recíproca entre o homem e o animal, logo, decidimos que um animal de nossa região seria o mais apropriado para a eficácia do projeto. Através de diversas pesquisas, não só em sites na internet, mas também em livros e em artigos científicos, vimos que a espécie de vários animais corre risco de ser extinta, sendo um deles, o boto. “Uma nova técnica para ajudar no tratamento de crianças e jovens com deficiência vem ganhando espaço. Criada há sete anos pelo fisioterapeuta Igor Simões Andrade, a bototerapia se propõe a levar jovens a travar contato com os animais, parente dos golfinhos que habitam rios na região. As crianças interagem, brincam e acabam conhecendo mais sobre o meio ambiente dos botos, o que ajuda a trazer autoestima e a amenizar efeitos de certos problemas. Porém o boto está sendo ameaçado, não somente pelo seu uso como isca, mas também pela captura incidental em pescarias por causar estragos em aparatos de pesca, pela perda de habitat e degradação ambiental, e essa é a nossa preocupação.” Esse maravilhoso animal, símbolo da nossa região amazônica e dono de várias estórias e lendas, era o topo da cadeia alimentar e agora está sendo morto aos milhares. A ocorrência se deve ao fato de sua carne estar sendo usada como isca para a captura de outro peixe. Que não só ocorre no norte e em outras regiões do Brasil, mas também em outros países como: Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Os pescadores descobriram que o animal é uma eficiente isca para capturar a piracatinga, também conhecida como douradinha, pirosca e/ou urubu d’água. Por ser um peixe carniceiro, concentra um alto teor de mercúrio, o que após o consumo, estimula células cancerígenas. E eles [os pescadores] poderiam utilizar a carne de outros animais, como a do boi e do porco, mas a do boto não tem preço, por este motivo eles a utilizam, cometendo um crime. Para prevenir o boto da extinção, criamos uma isca alternativa de baixo custo com a mesma eficiência, a qual substituirá a carne do boto, evitando assim que o mesmo seja caçado para tais fins. Ela é feita de miúdos de peixe, materiais orgânicos e enxofre. Ao longo de várias pesquisas, descobrimos que essa substancia, desde que seja usada em pouca quantidade, é ótima para reduzir a alta quantidade de mercúrio, o que torna a carne da pirosca boa para o consumo.