Olá pessoal, tudo certo? Hoje vamos mostrar um pequeno resumo do nosso projeto de pesquisa. Nós criamos um protótipo que o chamamos de Pinger.
O uso de redes de espera na atividade pesqueira em nosso país é bem comum, trazendo uma série de benefícios aos pescadores e suas famílias, que tiram seu sustento desta prática. Entretanto, não é raro casos de pesca acidental de outros animais, como cetáceos ou tartarugas marinhas. Por exemplo, que quando ficam presos nessas redes, podem acabar morrendo e além disso, podem causar prejuízo ao pescar, que ao retirar o golfinho, acaba inutilizando sua rede de pesca.

Visando diminuir os casos de acidentes com os cetáceos, foram projetados os chamados pingers, pequenos dispositivos acoplados nas redes de espera, emitindo periodicamente um sinal sonoro na frequência de comunicação dos cetáceos presentes naquela região. Assim alertando-os da presença das redes naquela área. Porém tal dispositivo, além de ser pouco divulgado no Brasil, possui um elevado custo (em torno de US$80,00 cada dispositivo, são acoplados em cada rede em média seis dispositivos).

Sendo assim, um dos principais motivos para termos escolhidos esse animal é pelo fato que o golfinho é protegido por leis brasileiras, logo a sua pesca é proibida. Tal medida faz com que muitos pescadores tomem medidas precipitadas, como simplesmente largar o animal no local por exemplo, além de dificultar o controle do numero exato de animais afetados, pois poucos acidentes são reportados.

Tendo em vista este empecilho, a equipe desenvolveu um pinger de baixo custo, a fim de torna-lo mais acessível aos pescadores e assim, diminuir os casos de pesca acidental destes animais.