1. Introdução

Existem diversos fatores que devem ser considerados na hora da

construção de seu robô na FLL [¹], entre eles temos o design. Diferente do que

muita gente pensa, o design vai além do que deixar o seu robô apenas

‘’bonitinho’’, o design é ‘’o plano; projeto; criação de algum objeto’’ [²], aplicando

isso na FLL podemos considerar que seria alguma forma de se ter uma ideia,

organiza-la e aplicar da melhor forma possível.

2. Métodos

Existem algumas maneiras para que esse processo consiga fluir de um

melhor jeito para o seu time.

– Tornar todos os processos e ideias o mais simples possível, ‘’A

simplicidade é o último degrau da sabedoria’’ Khalil Gibran

– Faça diversos testes, por mais preciso que o seu robô ou equipamento

esteja faça dez, quinze ou até vinte testes, sempre tentando diminuir o máximo

possível sua chance de erro.

– Quando for fazer alguma mudança, não olhe apenas para ela, pense

em todo o conjunto que ela irá afetar.

– Inove antes, consolide depois. Primeiro tenha a sua ideia inovadora,

planeje e depois pense em faze-la.

– Caso algo esteja dando errado, mude uma coisa por vez, não faça

diversas mudanças para depois testar, as vezes o erro está em coisas mais

simples do que imaginamos.

3. Hora da construção

Construir um robô para a FLL é muito diferente do que construir um robô

para qualquer outra competição, na FLL você está ‘’limitado ao imenso mundo

da LEGO’’, ou seja, isso requer muito mais planejamento do que qualquer outra

construção. É sempre fundamental que seu time já tenha ideias de como será o

robô antes do kit da temporada chegar, para quando enfim chegar o kit sua

equipe estar preparada para construir o melhor tipo de robô para tal situação.

Por exemplo, se o tapete da temporada foi construído com missões distantes

uma das outras, o ideal é ter um robô rápido, pois assim você consegue se

locomover de uma missão a outra sem perder muito do precioso tempo de

2m30s. Porém se as missões forem mais próximas, um robô pouco veloz e

mais preciso se encaixaria melhor, tudo depende do tapete e da estratégia do

seu time.

4. Rodas

A. Que roda escolher?

A hora da escolha das rodas de seu robô é uma das mais cruciais de

toda a construção. Muitos times esquecem que a roda que você escolheu vai

estar com você do começo ao fim do desafio, ou seja, é uma escolha que vai

estar em tempo integral em seu robô, então a escolha da roda terá que ser feita

com calma e analisada cada ponto positivo e negativo que tal roda poderá te

fornecer.

B. Roda grande ou roda pequena?

Essa é uma das decisões mais difíceis na hora de escolher sua roda.

Não existe a escolha certa, e sim a escolha que melhor se adapta a sua

estratégia e modelo de robô.

tipos-de-roda

Fig.1 Diferencial roda grande e pequena.

Como podemos conferir na Fig.1, uma roda é oposta a outra, ou seja,

uma tem a qualidade que a outra não tem. Não é porque a roda pequena tem

mais qualidades que a roda grande que ela necessariamente terá que ser a

escolhida.

Velocidade: Quanto maior o raio de sua roda, maior será a velocidade, pois

maior será a distância percorrida num mesmo giro do motor. Por exemplo:

porque-roda

Fig.2 Raio da roda

Como podemos notar na Fig.2, a roda com 5 de raio consegue percorrer

uma distância muito maior do que a roda com 2,8 de raio num mesmo giro do

motor, no caso apenas 1 giro, ou seja, o comprimento da circunferência da

roda (2R), então por isso a roda com raio maior consegue ser mais veloz.

Torque:

Precisão: Uma volta completa do motor do EV3 é correspondida a 360

contagens (graus) no software da Lego Mindstorms [³], sendo que a distância

mínima que você pode escolher para percorrer é apenas 1 grau. Dividindo uma

roda 360 vezes, temos a distância mínima que seu robô conseguira percorrer,

e como vimos na Fig.1, quanto maior seu raio, maior o tamanho da sua

circunferência, assim também sendo maior o tamanho da sua parcela de 360

divisões. Ou seja, quanto menor o raio da sua roda, menor vai ser o tanto que

você consegue andar com apenas 1 contagem no software (grau), e quanto

menor esse valor, mais próximo você consegue chegar da distância que você

deseja que seu robô percorra.

C. Quantas rodas de cada lado?

Essa é uma questão que depende de muitos fatores, inclusive da largura

da própria roda. Quanto maior a área de contato que a sua roda tiver em

relação ao tapete, é melhor para o seu robô, porque assim você consegue

obter uma melhor distribuição do peso dele e também consegue evitar que o

robô derrape. Se a sua equipe estiver utilizando uma roda fina, o mais

aconselhável é usar 2 de cada lado, porque pelo fato dela ter pouca área de

contato com o tapete, ela pode acabar se deformando por conta de todo o peso

do robô estiver aplicado naquela pouca área de contato.